domingo, maio 14, 2006

Choque Técnológico

Ainda nem à há uma hora a minha namorada chegou ao pé de mim a perguntar-me o que havia de serviços de netmóvel para computadores portáteis. Lembrei-me dos serviços que a Optimus, TMN e Vodafone agora oferecem e falei-lhe nisso. Expliquei-lhe que era uma serviço que se pagava uma assinatura, mas que é bastante cara (rondam todos cerca de 40€ por mês). Depois lembrei-me dum serviço novo, o Zapp que fornece banda larga por quase todo o território nacional, quando fui ver os preços assustei-me! Carissímos!!!! 35€ por mês mais 99€ para comprar o aparelho.

Fala-se me choque tecnológico, difundir as novas tecnologias, etc. E a verdade é que continuamos a ser o país da UE onde a net é mais cara, menos boa e com imposições mais absurdas, veja-se por exemplo os limites de tráfego impostos por praticamente todos os ISP que têm preços acessíveis ao utilizador comum. É completamente ridícula esta situação... mas a culpa não é só dos ISP, é também das pessoas que não reclamam o suficiente, que se conformam, que não procuram informar-se de como são os preços nos outros países.

E depois disto fala-se em choque tecnológico... Meus caros senhores ganhem vergonha na cara (isto para não usar uma terminologia menos correcta) e comecem a perceber que se querem que de facto este país vá a algum lado em termos tecnológicos temos de de mudar muita coisa, e é para preços mais baixos, qualidade melhor e menos imposições limites ao utilizador comum!

domingo, maio 07, 2006

Discurso de apresentação de Candidatura!

Todos nos queixamos do país em que vivemos. Ora são os pr€ço$ que $obem de tal maneira que não dá para comprarmos nada. Basta referir que antes da mo€da única um café custava 50$00 e agora custa 0,55€ (ou seja 110$00) o que equivale em 5 anos a um aumento de 100% do valor. Queixamos-nos de que não há segurança nas ruas e nas cidades, que há bairros problemáticos, e a lista das queixas, queixinhas e queixumes poderia continuar Ad Eterno e nem por isso estavamos um milímetro mais perto de resolver o que quer que fosse!

A realidade pura e dura é que nós simplesmente gostamos de ficar com o rabinho sentado na cadeira à espera que nos venham resolver os problemas.

Enquanto cada um de nós não se decidir por ver o que é que pode fazer de útil pela comunidade em que se insere nada neste país vai andar para frente. Se calhar em vez de nos queixarmos que a rua está toda suja de papéis podemos deixar de os deitar para o chão e passar a por nos espaços próprios para o lixo. Se calhar se virmos alguém a deitar um papel para o chão, em vez de fingirmos que não nos diz respeito ou comentarmos em voz baixa, podemos simplesmente chegar ao pé da pessoa, apanhar o papelinho e ir deita-lo no caixote mais próximo. A pessoa se calhar vai ficar irritada com a nossa atitude, mas se todos começarmos a fazer isso então quem não faz passa a ser a excepção e não a regra.

E da próxima vez que houver uma greve dos transportes públicos, dos médicos, dos enfermeiro, uma manifestação dos polícias ou dos professores, em vez de nos insurgirmos contra esses membros da nossa sociedade se calhar era inteligente no mínimo irmos-nos informar do porquê dessa reclamação, verificar se esta é justa ou não, se de facto há motivos racionais e crediveis por trás, e se houver então é nosso dever cívico dar o nosso apoio a esses outros membros duma sociedade em que todos nos inserimos. Se uma peça da sociedade não funciona bem, não é só essa peça que vai ser afectada, mas sim toda a sociedade.

Talvez só percebamos isso no dia em que deixar de haver professores para educar os nossos filhos, porque ninguém se quer sujeitar a ser maltradado por alunos e pais.
Talvez só percebamos isso no dia em que deixar de haver polícias porque ninguém se quer sujeitar a deixar os filhos sem pai ou sem mãe para proteger uma sociedade que só os ataca.
Talvez só percebamos isso no dia em que deixar de haver médicos nos hospitais porque ninguém quer trabalhar 24h num dia para fazer banco de emergência e a seguir ouvir comentários de que os médicos são uns preguiçosos ou outros comentários semelhantes.

E se chegarmos a esse dia talvez aí então olhemos para trás e percebamos tudo o que podiamos ter feito para evitar tudo isso e não fizemos, ou talvez alteremos agora as nossas atitudes e possamos evitar esse futuro amargo.