Muito se tem discutido em relação ao aborto. Agora com um novo referendo a discussão torna-se mais acesa e mais intensa. Contudo ambas as partes deste duelo político se afastam da questão fundamental.
Pelo lado do "Não" temos os aspectos do direito à vida, de que o ser já é um ser vivo e de não quererem que os seus impostos paguem clínicas, a seu ver, de infantícido.
Pelo lado do "Sim" temos a luta pela dignidade da mulher, pela posso integral do corpo ou pelo direito a não ficar com a vida "desfeita" devido a uma gravidez indesejada.
Ambos, como já disse, fogem à questão fundamental.
A questão fundamental numa discussão do aborto é, e será sempre, "Será que o feto é um ser vivo?"
Provas científicas actuais demonstram que a partir da segunda semana já existe um sistema nervoso funcional e viável. Demonstram que o acto do aborto provocado gera complicações graves nas mulheres. Verifica-se que mesmo nas situações em que o aborto é realizado com as condições clínicas desejáveis, há um risco de 70% de todo o aparelho genital da mulher ficar seriamente comprometido pelo acto praticado. Que há 30% de hipótesses da mulher morrer ou ficar com a saúde física seriamente comprometida.
Tendo tudo isto em consideração, e voltando à questão fundamental, "Será que o feto é um ser vivo?"
O voto de cada cidadão não poderá ser mais claro.
Se o cidadão considera que de facto o feto é um ser vivo então deverá votar pela Não à legalização do aborto.
Se o cidadão considera que o feto não é um ser vivo então deverá optar pelo Sim à legalização do aborto, considerando é claro todas as questões científicas que foram referidas.
Luís Francisco Ribeiro