De facto, está provado que o povo português tem memória curta. Ou então bastante selectiva.
O facto deste cavalheiro ter sido o mais votado na eleição do maior português revela duas coisas. Este nosso povo de brandos costumes não se importava nada de ver todas as suas liberdades fundamentais removidas a troco duma (falsa) segurança pública, duma economia (supostamente) crescente. E digo falsa segurança porque, se de facto seria menos perigoso sair à noite, seria altamente perigoso apanhar uma bebedeira e dizer mal do governo. Suposta economia crescente porque de facto no tempo do Fascismo havia imenso dinheiro público mas a população era extremamente pobre e iletrada.
Se pesarmos os prós e os contras do fascismo vemos que havias coisas boas, mas havia muitas coisas más. Pensem o que seria eu nem poder escrever este artigo sem o risco de ser executado sumariamente ou altamente torturado.
Mesmo havendo mais dinheiro público a população continuaria a emprobrecer porque nada seria feito para inovar a nossa tecnologia e para promover o crescimento económico (como aliás se viu nos mais de 40 anos do Fascismo).
Mal por mal, prefiro poder dizer o que penso (ter opinião) e lutar arduamente para o meu crescimento pessoal e económico, em vez de ficar, como muitos, à espera que as coisas aconteçam.