quinta-feira, março 24, 2011

PSD admite não mexer nas pensões aumentando o IVA

Ao abrir hoje a edição digital do "Público" dei de caras com esta magnifica notícia PSD pode subir IVA para não penalizar pensões.

Ora, eu não sou economista, mas tenho uma certa dificuldade em perceber qual é a vantagem desta medida para os reformados da classe baixa. Afinal o que é que será pior? Baixarem a reforma que já é baixa, ou diminuírem o poder de compra de quem já tem pouco?

Com esta proposta, o que o nosso amigo RICO do Pedro Passos Coelho, está a fazer é atirar areia para os olhos do Português BURRO E IGNORANTE, que agora já vai achar que isto é uma boa medida.

Gente Lusa, não sejam parvos nem otários e não aceitem que os senhores do costume vão para lá. Exijamos a renovação integral da Classe Política.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Portugal – alunos revelam ter dificuldade em escrever e raciocinar

Este é o cabeçalho duma notícia lançada no IP Jornal que transcrevo abaixo, na integra
De acordo com um estudo feito para o Ministério da Educação pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE),  os alunos portugueses do 8º  ao 12º ano têm dificuldade em escrever, raciocinar e resolver problemas mais complexos.
A equipa do GAVE avaliou o conhecimento de alunos de 500 escolas secundárias e em 1200 do 3º  Ciclo, nas disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa, Matemática A, Física, Química A, Biologia e Geologia.
O estudo concluiu que a  maior dificuldade dos estudantes das escolas básicas e secundárias é expressar por escrito as suas ideias e os conhecimentos que adquiriram nas aulas.
“Não é um dado novo, nem sequer é um dado exclusivamente nacional. Tem de ser pensado um trabalho de fundo ao nível da superação das dificuldades”, disse  Hélder Diniz de Sousa, director do GAVE.
“Mais do que aprender e ser capaz de reproduzir conhecimentos que gera resultados no imediato, é muito importante perceber quais as aprendizagens que ficam por se fazer”, acrescentou o responsável que defende uma mudança de atitude por parte das famílias.
“A par da preocupação com os resultados é muito importante estarmos preocupados com o que aprenderam. Se a sociedade fizesse o processo ao contrário, preocuparmos-nos com a qualidade do que se aprende, os resultados apareceriam certamente”, explicou.
Defende ainda que  “há trabalho que pode ser feito a nível de escola, não necessariamente em sala de aula, e pode, e dever ser feito, ao nível das famílias: que é o incentivo à leitura,  uma leitura dirigida, orientada”.
De acordo com o relatório, também é preciso tirar consequências das fragilidades detectadas. Professores, alunos e famílias, todos têm de ter uma nova atitude.
Ora face a este artigo, a mim só me vem uma pergunta à cabeça. E isto é notícia porquê?
Graças às políticas seguidas nos últimos 5 anos, que outro resultado se podia esperar? Realmente os alunos passam, de forma quase anedótica, até ao 12º ano. Realmente temos uma taxa de sucesso escolar fascinante. Mas como é que conseguimos resultados tão bons? É simples
  • Se um professor tiver de dar uma nota de negativa a um aluno tem de preencher uma imensidão de papelada, e só o pode fazer depois de ter realizado uma bateria interminavel de provas de recuperação, cada uma mais fácil que a anterior, porque o sucesso escolar tem de ser manter;
  • Não se pode exigir a um aluno que estude ou saiba. Se ele não estuda ou não sabe é porque, segundo a maioria dos pais, o Professor não o motiva;
  • Se mesmo do pouco que é exigido ao aluno (que nenhuma outra obrigação tem para além de estudar) for por ele desconhecido, tem de se ir explorar as causas sociais e emocionais para o desinteresse do aluno;
  • O Professor passa a maior parte do dia a fazer serviço burocrático e de secretaria... Será que lhe sobra tempo para preparar aulas? Claro que sim, basta para isso que não durma nem dê atenção à sua família.
E por aí em diante. ora com ela política de desculpismo o único resultado possível é o acima citado

Agora fazendo jus ao nome do blog, o que é que eu faria se fosse primeiro ministro.
Simples
  • Diminuição das turmas para um máximo de 20 alunos por sala - ideal é 15/16;
  • Aumento do número de docentes em exercício;
  • Reforço do pessoal auxiliar e de secretaria;
  • Fim das cotas de avaliação;
  • Fim das e estratégias de reforço escolar - essa tarefa compete aos pais;
  • Instauração de um processo de coimas aos Encarregados de Educação, quando os seus Educandos tivessem comportamentos passiveis de punição perante os códigos de conduta social;
  • Restauração do "Chumbo por faltas";
  • Diminuição do tempo que o professor tem de passar na escola: máximo de 4h diárias, o demais tempo será para preparação de aulas;
  • Colocação de Psicólogos Clínicos e Educacionais nas Escolas, mínimo 2 de cada por Estabelecimento de Ensino;
  • Fim dos Agrupamentos de Escolas;
  • Colocação de Assistentes Sociais nas escolas: mínimos 2 por cada Estabelecimento de Ensino
Com estas medidas talvez ainda consigamos salvar o futuro do País, agora com a política de desculpismo que temos visto... bem, o resulta está à Vista

Francisco Ribeiro