Ora face a este artigo, a mim só me vem uma pergunta à cabeça. E isto é notícia porquê?De acordo com um estudo feito para o Ministério da Educação pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), os alunos portugueses do 8º ao 12º ano têm dificuldade em escrever, raciocinar e resolver problemas mais complexos.A equipa do GAVE avaliou o conhecimento de alunos de 500 escolas secundárias e em 1200 do 3º Ciclo, nas disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa, Matemática A, Física, Química A, Biologia e Geologia.O estudo concluiu que a maior dificuldade dos estudantes das escolas básicas e secundárias é expressar por escrito as suas ideias e os conhecimentos que adquiriram nas aulas.“Não é um dado novo, nem sequer é um dado exclusivamente nacional. Tem de ser pensado um trabalho de fundo ao nível da superação das dificuldades”, disse Hélder Diniz de Sousa, director do GAVE.“Mais do que aprender e ser capaz de reproduzir conhecimentos que gera resultados no imediato, é muito importante perceber quais as aprendizagens que ficam por se fazer”, acrescentou o responsável que defende uma mudança de atitude por parte das famílias.
“A par da preocupação com os resultados é muito importante estarmos preocupados com o que aprenderam. Se a sociedade fizesse o processo ao contrário, preocuparmos-nos com a qualidade do que se aprende, os resultados apareceriam certamente”, explicou.
Defende ainda que “há trabalho que pode ser feito a nível de escola, não necessariamente em sala de aula, e pode, e dever ser feito, ao nível das famílias: que é o incentivo à leitura, uma leitura dirigida, orientada”.De acordo com o relatório, também é preciso tirar consequências das fragilidades detectadas. Professores, alunos e famílias, todos têm de ter uma nova atitude.
Graças às políticas seguidas nos últimos 5 anos, que outro resultado se podia esperar? Realmente os alunos passam, de forma quase anedótica, até ao 12º ano. Realmente temos uma taxa de sucesso escolar fascinante. Mas como é que conseguimos resultados tão bons? É simples
- Se um professor tiver de dar uma nota de negativa a um aluno tem de preencher uma imensidão de papelada, e só o pode fazer depois de ter realizado uma bateria interminavel de provas de recuperação, cada uma mais fácil que a anterior, porque o sucesso escolar tem de ser manter;
- Não se pode exigir a um aluno que estude ou saiba. Se ele não estuda ou não sabe é porque, segundo a maioria dos pais, o Professor não o motiva;
- Se mesmo do pouco que é exigido ao aluno (que nenhuma outra obrigação tem para além de estudar) for por ele desconhecido, tem de se ir explorar as causas sociais e emocionais para o desinteresse do aluno;
- O Professor passa a maior parte do dia a fazer serviço burocrático e de secretaria... Será que lhe sobra tempo para preparar aulas? Claro que sim, basta para isso que não durma nem dê atenção à sua família.
Agora fazendo jus ao nome do blog, o que é que eu faria se fosse primeiro ministro.
Simples
- Diminuição das turmas para um máximo de 20 alunos por sala - ideal é 15/16;
- Aumento do número de docentes em exercício;
- Reforço do pessoal auxiliar e de secretaria;
- Fim das cotas de avaliação;
- Fim das e estratégias de reforço escolar - essa tarefa compete aos pais;
- Instauração de um processo de coimas aos Encarregados de Educação, quando os seus Educandos tivessem comportamentos passiveis de punição perante os códigos de conduta social;
- Restauração do "Chumbo por faltas";
- Diminuição do tempo que o professor tem de passar na escola: máximo de 4h diárias, o demais tempo será para preparação de aulas;
- Colocação de Psicólogos Clínicos e Educacionais nas Escolas, mínimo 2 de cada por Estabelecimento de Ensino;
- Fim dos Agrupamentos de Escolas;
- Colocação de Assistentes Sociais nas escolas: mínimos 2 por cada Estabelecimento de Ensino
Francisco Ribeiro
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