Entre as várias coisas altamente desagradáveis com que a nossa sociedade tem sido confrontada, a que mais danos tem causado à nossa economia é, sem dúvida, o aumento absurdo, vergonhoso e prepotente dos preços dos combustíveis e dos transportes públicos. Para mim que sou leigo em lutas de poder e jogos económicos, torna-se difícil de compreender o que motiva estes comportamentos. E como leigo que sou, permito-me aqui dar uma pequena lição de economia aos senhores administradores das empresas de Combustíveis.
Senhoras e senhores administradores da Galp, BP, Repsol, Avia, e os demais, sejam bem vindos à aula "Gestão financeira da classe baixa" (ou "Como não empobrecer a longo prazo para Totós")
Imaginem vossas excelências que ao invés dos largos milhares de €uro$ mensais que cada um de vós tem ao seu dispor, ganham uns abastados 485€ por mês, realidade aliás da maioria das pessoas que trabalham para vossas excelências. Desses mui extensos 485€ vossas excelências têm de pagar a educação dos filhos, a renda da casa, as contas fundamentais (água, electricidade e gás) e a alimentação. Sobrará certamente imenso dinheiro, pois cada uma destas despesas é de valor baixíssimo. Para poderem auferir este enorme rendimento mensal, têm ainda de se deslocar aos vossos locais de trabalho. Para realizar tal deslocação têm duas hipóteses.
Hipótese A: irem de transportes públicos. Características desta opção: Diminuição do número de carreiras aliado ao aumento dos preços dos bilhetes/passes
Hipótese B: irem de veículo próprio. Características desta opção: Podem ir e vir quando quiseres, perdem horas no trânsito, gastam litros de combustível para estacionar ou pagam parquímetro, e pagam a gasolina/gasóleo/GPL mais caro da Europa.
Como os senhores, que são pessoas extremamente inteligentes, podem perceber, compensa mais desempregarem-se ficarem a receber o RSI (que são 485€/mês) e não gastarem dinheiro em combustível ou transportes para irem trabalhar.
Da mesma maneira que há este raciocínio fictício nesta aula, também o há na mente de muitos portugueses.
Ora bem, meus caros senhores administradores. Se fizermos agora um pequeno esforço de cabeça, torna-se fácil de perceber onde é que isto pode ir parar.
Se todas as pessoas que consoem combustíveis fósseis começarem a reduzir drasticamente o seu consumo, o lucro das vossas empresas começa a ser menor.
Como o vosso lucro começa a ser menor, todos vós irão fazer aquilo que é mais construtivo para a economia: Reduzir ordenados/dispensar pessoal. Se optarem por reduzir ordenados, irão fazer com que os vossos funcionários consumam menos, logo entra menos dinheiro numa série de empresas, que por sua vez também verão os seus lucros diminuírem e também elas irão dispensar pessoal ou reduzir os ordenados.
Por efeito bola de neve, ao fim de um período mais ou menos longo, o círculo ficará completo e irá chegar de volta às gasolineiras.
E é aqui que surge o vosso maior problema. Enquanto um humilde trabalhador está habituado a poupar e a fazer uma ginástica fantástica para que o seu ordenado chegue até ao fim do mês seguinte, muitos de vós nem sequer compreender o conceito de "fazer contas à vida".
A maior demonstração desta vossa dificuldade foi dada recentemente pelo nosso Presidente da República, ao afirmar que o dinheiro não lhe chega para as despesas quanto ganha bem mais do que a maioria dos portugueses (mas bem menos que vossas excelências).
Assim meus caros senhores, chegamos ao fim desta pequena lição que estou certo que ignorarão em toda a sua extensão. Desejo-vos um resto de vida boa, e que as "previsões" aqui expostas nunca se realizem, por se se realizarem e vós ficardes sem dinheiro, então nós, o Povo, estaremos condenados e morrer à fome.
Francisco Ribeiro
Pilhas de vezes dava por mim a dizer que se fosse primeiro-ministro fazia isto, fazia aquilo, mas nunca apontei nada. A partir de agora passo a postar aqui! eh eh quem sabe até saía daqui alguma coisa de jeito!
quinta-feira, maio 17, 2012
E se os carros andassem a água?
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terça-feira, fevereiro 28, 2012
O essencial da (i)mobilidade
Ao apanhar o barco das 13h00 de Lisboa para o Seixal, fui brindado com mais uma das manifestações da extrema arrogância com que a Transtejo se tem comportado.
Por cima das cancelas de entrada estava uma pequena brochura intitulada "GRUPO TRANSTEJO ajusta a oferta, mantendo o essencial da Mobilidade Fluvial". Este breve texto surge como uma justificação ao atentado feito pela mesma empresa aos cidadãos que todos os dias recorrem ao serviços da Transtejo para poderem atravessar o rio Tejo. A título de exemplo pessoal, o novo horário corta-me cerca de 240min de productividade por semana pois sou forçado a apanhar barcos excessivamente cedo (sob pena de chegar atrasado ao local de trabalho) ou sair mais da formação que faço de forma contínua, perdendo tempo de aula.
A Transtejo, ainda gozando de forma vergonhosa com quem os sustenta, termina a brochura dizendo "O Grupo Transtejo lamenta o possível transtorno causado aos seus passageiros, mas está certo da sua compreensão, perante a inevitabilidade deste ajuste na manutenção da sustentabilidade do transporte fluvial." Acham com certeza que os passageiros sao broncos e estupidos. Com aumento brutal do preço dos combustíveis, aliado ao aumento do preço das portagens das pontes sobre o Tejo, o número de utilizadores dos transportes publicos aumentou de forma significativa. Como isto não desse mais lucro às empresas, estas ainda aumentaram os preços dos bilhetes e dos passes sociais. E agora querem que as pessoas acreditem que a sustentabilidade do transporte fluvial está em causa? Se está em causa é por má gestão da presente administração, se está em causa então a empresa que torne publica as contas da empresas. Se querem a nossa compreensão então mostrem-nos como é que é administrado o produto dos passes e dos bilhetes. Talvez aí possam contar com a nossa compreensão, mas até lá permito-me ver nestas medidas somente a tentativa vergonhosa de manter as vidas milionárias dos quadros superiores da empresa com total desrespeito pelo cidadão anónimo que não tem outra possibilidade senão recorrer aos transportes publicos para poder trabalhar e sustentar o seu lar.
A todos um Bem Haja (incluindo aos senhores administradores da Transtejo)
Por cima das cancelas de entrada estava uma pequena brochura intitulada "GRUPO TRANSTEJO ajusta a oferta, mantendo o essencial da Mobilidade Fluvial". Este breve texto surge como uma justificação ao atentado feito pela mesma empresa aos cidadãos que todos os dias recorrem ao serviços da Transtejo para poderem atravessar o rio Tejo. A título de exemplo pessoal, o novo horário corta-me cerca de 240min de productividade por semana pois sou forçado a apanhar barcos excessivamente cedo (sob pena de chegar atrasado ao local de trabalho) ou sair mais da formação que faço de forma contínua, perdendo tempo de aula.
A Transtejo, ainda gozando de forma vergonhosa com quem os sustenta, termina a brochura dizendo "O Grupo Transtejo lamenta o possível transtorno causado aos seus passageiros, mas está certo da sua compreensão, perante a inevitabilidade deste ajuste na manutenção da sustentabilidade do transporte fluvial." Acham com certeza que os passageiros sao broncos e estupidos. Com aumento brutal do preço dos combustíveis, aliado ao aumento do preço das portagens das pontes sobre o Tejo, o número de utilizadores dos transportes publicos aumentou de forma significativa. Como isto não desse mais lucro às empresas, estas ainda aumentaram os preços dos bilhetes e dos passes sociais. E agora querem que as pessoas acreditem que a sustentabilidade do transporte fluvial está em causa? Se está em causa é por má gestão da presente administração, se está em causa então a empresa que torne publica as contas da empresas. Se querem a nossa compreensão então mostrem-nos como é que é administrado o produto dos passes e dos bilhetes. Talvez aí possam contar com a nossa compreensão, mas até lá permito-me ver nestas medidas somente a tentativa vergonhosa de manter as vidas milionárias dos quadros superiores da empresa com total desrespeito pelo cidadão anónimo que não tem outra possibilidade senão recorrer aos transportes publicos para poder trabalhar e sustentar o seu lar.
A todos um Bem Haja (incluindo aos senhores administradores da Transtejo)
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Local:
Lisboa, Portugal
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Empreiteiro que destruiu IURD diz que entregou 104 mil € - Portugal - DN
Empreiteiro que destruiu IURD diz que entregou 104 mil € - Portugal - DN
Infelizmente há por aí muitas pessoas a aproveitarem-se do desespero e da credulidade alheia. Uma vez que este homem, com muita propriedade, vai ser presente a tribunal para responder pelos seus actos, o juiz responsável também tem por dever moral chamar a explicações a IURD e os pastores daquele templo.
Ele errou ao praticar um acto de vandalismo, mas quais os motivos por trás da sua acção? Também eles devem ser investigados, até às últimas consequência de forma a garantir que o processo em causa é tratado de forma límpida e justa, responsabilizando todos os que contribuíram para este desfecho.
Um bem Haja.
Infelizmente há por aí muitas pessoas a aproveitarem-se do desespero e da credulidade alheia. Uma vez que este homem, com muita propriedade, vai ser presente a tribunal para responder pelos seus actos, o juiz responsável também tem por dever moral chamar a explicações a IURD e os pastores daquele templo.
Ele errou ao praticar um acto de vandalismo, mas quais os motivos por trás da sua acção? Também eles devem ser investigados, até às últimas consequência de forma a garantir que o processo em causa é tratado de forma límpida e justa, responsabilizando todos os que contribuíram para este desfecho.
Um bem Haja.
Barcos e mobilidade
Caros amigos que ainda lêem este blog, apesar de não actualizar esta coisa há algum tempo, venho por este meio expressar a minha indignação pela atitude prepotente, abusiva e altamente lesiva que as Empresas de Transportes Públicos de Lisboa no geral e a Transtejo em particular têm vindo a assumir.
No início do presente mês, nós, utilizadores dos transportes públicos, fomos premiados com um aumento bastante "simpático" no preço dos transportes públicos. Agora, passado poucos dias, a nossa estimada Transtejo decide de forma unilateral reduzir a oferta do serviço.
Tal atitude, para além de lesiva para quem utiliza os transportes públicos, é também altamente lesiva para a nação. Pela minha experiência pessoal, todos os dias eu perco cerca de 120 minutos em transportes públicos, e sei de quem chegue a passar 240 minutos diários nos transportes. Estes 120 minutos são minutos em que eu não estou a produzir mas também não estou a descansar o organismo. Logo são 120 minutos diários de total falta de productividade na minha vida diária. Ao promoverem esta medida, os Administradores da Transtejo estão na verdade a ir ao bolso dos utentes e aos bolsos da nação. Tal atitude deveria ser punida, mas com as Leis actuais não é possível.
Como cidadão nada esclarecido sobre os meandros das empresas públicas e da forma lucrativa como elas são administradas, tenciono reclamar de formar persistente e constante até que a Transtejo mude de atitude.
Entre as várias estratégias que tenciono assumir contam-se:
1. Apresentar reclamação por escrito, no livro de reclamações, todos os dias que me dirigir para Lisboa de barco;
2. Apresentar queixa na DECO contra a empresa por mau serviço e práctica comercial desleal e vergonhosa;
3. Apresentar uma queixa junto ao Ministério apropriado contra as políticas da empresa;
Estas são as acções que tenciono realizar para já. Mas tal como em tudo, tais medidas só têm efeito se forem levadas a cabo por um grande número de pessoas. Assim convido todos aqueles que se sintam lesados pela atitude da Transtejo a seguirem estas ou outras formas de manifestação da indignação, de forma a que a Administração da empresa em causa perceba que se eles, administradores, têm ordenado é por nós, utentes, usamos o serviço que a empresa oferece. E se porventura, tais medidas são motivadas por falta de dinheiro da empresa para pagar os ordenados dos marinheiros e pessoal de terra, então dispensem a actual administração e nomeiem uma que possa administrar melhor a empresa, porque eu sei que os marinheiros não ganham nada bem, mas duvido que os administradores andem a contar tostões.
A todos um bem haja.
E como disse na página do concelho do Seixal, encontro-me disponível para auxiliar na formação duma comissão de Utentes da Transtejo Seixal.
Aqui ficam alguns links que podem ser interessantes
Página do Facebook da Transtejo e Softlusa
Artigo que fala da redução dos horários
Artigo do Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra que fala da redução dos horários
No início do presente mês, nós, utilizadores dos transportes públicos, fomos premiados com um aumento bastante "simpático" no preço dos transportes públicos. Agora, passado poucos dias, a nossa estimada Transtejo decide de forma unilateral reduzir a oferta do serviço.
Tal atitude, para além de lesiva para quem utiliza os transportes públicos, é também altamente lesiva para a nação. Pela minha experiência pessoal, todos os dias eu perco cerca de 120 minutos em transportes públicos, e sei de quem chegue a passar 240 minutos diários nos transportes. Estes 120 minutos são minutos em que eu não estou a produzir mas também não estou a descansar o organismo. Logo são 120 minutos diários de total falta de productividade na minha vida diária. Ao promoverem esta medida, os Administradores da Transtejo estão na verdade a ir ao bolso dos utentes e aos bolsos da nação. Tal atitude deveria ser punida, mas com as Leis actuais não é possível.
Como cidadão nada esclarecido sobre os meandros das empresas públicas e da forma lucrativa como elas são administradas, tenciono reclamar de formar persistente e constante até que a Transtejo mude de atitude.
Entre as várias estratégias que tenciono assumir contam-se:
1. Apresentar reclamação por escrito, no livro de reclamações, todos os dias que me dirigir para Lisboa de barco;
2. Apresentar queixa na DECO contra a empresa por mau serviço e práctica comercial desleal e vergonhosa;
3. Apresentar uma queixa junto ao Ministério apropriado contra as políticas da empresa;
Estas são as acções que tenciono realizar para já. Mas tal como em tudo, tais medidas só têm efeito se forem levadas a cabo por um grande número de pessoas. Assim convido todos aqueles que se sintam lesados pela atitude da Transtejo a seguirem estas ou outras formas de manifestação da indignação, de forma a que a Administração da empresa em causa perceba que se eles, administradores, têm ordenado é por nós, utentes, usamos o serviço que a empresa oferece. E se porventura, tais medidas são motivadas por falta de dinheiro da empresa para pagar os ordenados dos marinheiros e pessoal de terra, então dispensem a actual administração e nomeiem uma que possa administrar melhor a empresa, porque eu sei que os marinheiros não ganham nada bem, mas duvido que os administradores andem a contar tostões.
A todos um bem haja.
E como disse na página do concelho do Seixal, encontro-me disponível para auxiliar na formação duma comissão de Utentes da Transtejo Seixal.
Aqui ficam alguns links que podem ser interessantes
Página do Facebook da Transtejo e Softlusa
Artigo que fala da redução dos horários
Artigo do Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra que fala da redução dos horários
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