sexta-feira, julho 07, 2006

Santa Casa da Misericórdia

Recentemente temos sido bombardeados com anúncios da Santa Casa da Misericórdia em que esta instutuição declara que faz o bem desde 1498.

De facto quando esta instituição surgiu, nesta data, ela estava imbuída dos mais elevados sentimentos de caridade e amor ao próximo. Mas isso foi há 500 anos atrás. Infelizmente neste momento a Santa Casa parece ser mais uma máquina de enriquecer quem a dirige do que propriamente ajuda aos necessitados. É verdade que alguma coisa ajudam, mas podiam ajudar muito mais.

Não quero aqui falar mal dos outros, mas quando se torna do meu conhecimento que as pessoas carenciadas de Lisboa têm de optar entre a Santa Casa pagar-lhes a assistência médica ou pagar a renda da casa que habitam, sendo algumas pessoas já de idade e com problemas de saúde graves, fica-se um pouco incomodado com os anúncios que depois surgem na televisão e os cartazes, tudo isso são coisas que custam dinheiro, que seria bem mais aplicado na assistência aos desvalidos.

A Santa Casa ganha autênticas fortunas por semana com os jogos populares (raspadinhas, totoloto, totobola, etc) e depois sabe-se de situações destas, ou uma situação também ela grave, que é as pessoas terem de pagar uma mensalidade para frequentarem os centros de dia da Santa Casa. Esta fortuna semanal que a Santa Casa recebe se calhar não está é a ser bem aplicada, se calhar se o corpo gerente da Santa Casa da Misericórdia fossem voluntários e não profissinais talvez o dinheiro fosse aplicado duma forma mais útil e construtiva, como educação de qualidade, servições de saúde exemplares, acompanhamento psicológico, carinho!

A Santa casa, como qualquer IPSS digna desse nome, existe para servir os cidadãos antes de mais nada, não para servir as pessoas que nelas trabalham. Qualquer associação que se dedique a ajudar os desfavorecidos deve olhar para eles com os olhos cheios de amor, para esses seres nada é o suficiente, porque eles a maior parte das vezes não tem sequer um lar a que chamar seu. As coisas boas que são doadas devem ir para as pessoas que precisam, para os desvalidos, os outros que comprem.

Tenho dito!

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